
Segundo a Sociedade de Pediatria de São Paulo, a obesidade já atinge 10% das crianças e 20% dos adolescentes brasileiros. Ela está presente em todas as classes sociais e já se tornou um problema de saúde pública. Suas causas são muitas: má alimentação, sedentarismo, antecedentes familiares, hormonal. Segundo um estudo produzido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), muitos bebês, que usam o leite em pó como principal alimento, estão sendo superalimentados nos seus primeiros meses de vida, o que pode explicar, em parte, por que a obesidade infantil vem aumentando tanto nos últimos 20 anos. "Muitas mães acham que é muito saudável o leite em pó, as vezes a criança chora e os pais já dão leite, as crianças já sentem prazer na boca e por isso param de chorar", falou a Drª. Chiaki Silvia Mori, do Consultório Nova Vida em Jandira. Um grande problema enfrentado hoje é o hábito alimentar, muitos pais influenciam os filhos a comerem como uma compensação de carências afetivas. Promover uma mudança no estilo de vida das crianças é a melhor maneira de combater o avanço da obesidade infantil. A família toda deve ser envolvida na reeducação alimentar. Segundo uma pesquisa realizada pelo Hospital Derriford, em Plymouth, Inglaterra, pais de crianças e adolescentes custam admitir que seus filhos estão acima do peso. Um terço das mães e um pouco mais da metade dos pais disseram que elas estavam com o peso "normal". Tal fato pode sinalizar uma relutância em admitir um pro-blema ou por comodismo, já que estar acima do peso se tornou algo comum. Dizer que criança gordinha é criança saudável está totalmente errado: "a criança obesa tem a tendência em engordar quando adulto e isso trará vários problemas, ainda mais quando chega na adolescência, onde até para jogar no time da escola tem que ser magrinho", afirmou a Drª. Chiaki. Quanto mais cedo essa obesidade se apresentar, mais doenças associadas a ela vão surgir. Diabetes, hipertensão arterial, aumento de colesterol e triglicérides levam a doenças do coração e problemas ortopédicos.
Stress e questões psicológicas: alguns estudos afirmam que cerca de 10% das pessoas que são levemente obesas são devido a problemas psicológicos ou devido ao stress. Algumas crianças têm dificuldades em lidar com o stress pelo que recorrem comida como forma de sentirem algum reconforto quando se sentem stressadas.
