Foi adiado mais uma vez o início do novo ponto eletrônico que estava previsto para entrar em vigo neste 1º de Janeiro. As novas condições começam a vigorar no dia 02 de abril.
As empresas adotarão o ponto eletrônico progressivamente de acordo com o segmento em que atuam. As primeiras organizações obrigadas a adotar o ponto eletrônico a partir de abril são aquelas com atividades ligadas à indústria, ao comércio em geral e ao setor de serviços, incluindo segmentos financeiros, transportes, construção, comunicações, energia, saúde e educação. Para micro e pequenas empresas, a lei passa a valer apenas a em 3 de setembro de 2012.
Para o presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis no Estado de São Paulo (Sescon-SP) – José Chapina Alcazar a obrigatoriedade traz ônus às empresas e não garante o fim das fraudes trabalhistas, e ainda afeta o meio ambiente.
No Brasil todo, cerca de 700 mil empresas deverão ser enquadradas na obrigatoriedade do novo ponto eletrônico. De acordo com o Ministério do Trabalho, as regras adotadas têm o objetivo de evitar fraudes no controle de jornada trabalhada, impedindo que horários anotados na entrada e saída do expediente de trabalho sejam alterados. No entanto, a nova lei contem medidas onerosas, complexas e que demandam grandes investimentos das organizações, principalmente, das micro e pequenas.